Filhotes acolhidos recebem cuidados

Neste domingo, as voluntárias Thainá e Glaucia estiveram no Quintal da D Cecília para vacinar alguns filhotes que foram acolhidos junto com a mãezinha pela Protetora.

A mãezinha, que chamamos de Flor, foi atropelada nas redondezas e a D Cecília acolheu a todos. Os bebês receberam a primeira dose de vacina e a mãe foi medicada. Outros animais também passaram em consulta e aproveitamos para levar jornais e ração para filhotes, para poder fazer um bom acolhimento aos animais recém chegados. Todos serão castrados, e colocados para adoção em breve. 

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Só nesse ano, as Protetoras ajudadas pelo Projeto já acolheram mais de 150 filhotes abandonados em suas portas.

A quantidade de animais abandonados é alarmante, mas o crescente número de filhotes nas ruas é fruto do péssimo atendimento oferecido pela atual Prefeitura à causa animal.

Faltam políticas públicas para controle de natalidade e é necessário um envolvimento urgente dos órgãos competentes para melhorar o serviço de castração. Nos seis primeiros meses desse ano, as castrações públicas caíram a níveis absurdos. Nossos Protetores têm tido uma dificuldade enorme em agendar castrações pela Prefeitura. Ou porque faltam medicamentos, ou porque os funcionários estão de férias, ou descredenciaram os veterinários conveniados, ou porque “só castram machos”, “não querem castrar filhotes” e outras tantas desculpas que os Protetores ouvem.

Enquanto isso, animais vão procriando aos montes pelas ruas e até mesmo dentro de abrigos e residências.

Castração é a única forma de conter tamanho abandono, não há adotantes para todos e não há ONG que dê conta dos frutos de tamanha irresponsabilidade dos órgãos públicos.

As castrações nas comunidades são fundamentais nesse processo, principalmente nas periferias, onde o abandono é maior. A maioria dos Protetores mora em lugares afastados, não tem como transportar os animais por longas distâncias e precisam castrar seus animais com rapidez para poder doá-los e abrir a vaga para outro acolhimento. Principalmente os filhotes, que são mais fáceis de doar quando ainda pequenos.

A Prefeitura tem que melhorar as Campanhas de Castração nos bairros e agilizar o atendimento, pois as filas a espera de uma castração gratuita são enormes.

Devido a essa situação caótica, o Cão Sem Fome, com a ajuda de alguns veterinários solidários que oferecem um preço mais acessível para Protetores, vem castrando de forma particular vários animais, pagando do próprio bolso a castração para poder doá-los de forma responsável.

A falta de estrutura dos órgãos públicos para tratar com seriedade a questão da castração, gera justificativas para as pessoas simplesmente não castrarem os animais e os resultados já saltam aos olhos.

O que não pode acontecer é o que temos visto em Feiras de Adoção, onde muitos pseudo-protetores desovam animais sem castrar, sem vacinar e sem nenhum problema de consciência.

Soma-se a isso a falta de cultura para a castração nas periferias, onde muitos tutores ainda relutam em levar seus animais para castrar e adotam animais sem castrar também, porém desovam os filhotes, frutos dessa irresponsabilidade nas portas de nossas Protetoras.

Se você quiser nos ajudar nessa luta, pode doar uma castração. Entre em contato conosco pelo email caosemfome@gmail.com

Ajude-nos a castrar um animalzinho e prepará-lo para um futuro feliz!

Equipe CSF

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